segunda-feira, 9 de novembro de 2015

www.uol.com.br claudio renato borges cut lula petrolao petrobras

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Governo de Minas embarga licença da Samarco em Mariana

De Belo Horizonte
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  • Antonio Cruz/Agência Brasil
    Equipes trabalham na busca de vítimas dias após o rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em Bento Rodrigues, Mariana (MG)
    Equipes trabalham na busca de vítimas dias após o rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em Bento Rodrigues, Mariana (MG)
A Samarco não pode mais extrair ou processar minério de ferro na mina de Germano, em Mariana (MG). Segundo o subsecretário de Estado de Regularização Ambiental, Geraldo Abreu, o governo embargou a licença de operação da unidade.
Na quinta-feira (5), as barragens de Fundão e Santarém, que pertenciam à mina e recebiam rejeitos de minério de ferro, romperam-se e inundaram de lama o distrito de Bento Rodrigues. Até o início desta segunda-feira (9),foram confirmadas duas mortes e 25 desaparecidos.
Ainda segundo o subsecretário, a Samarco só voltará a operar na região depois de cumprir exigências de segurança feitas pelo Estado. "É preciso realizar as correções necessárias para que o funcionamento da mina seja retomado", afirmou Abreu.
Não há prazo para que isso aconteça. Uma das medidas a serem adotadas pela empresa, conforme Abreu, é o término do bombeamento do minério de ferro que se encontra dentro do mineroduto da empresa que liga Mariana ao Espírito Santo. O Complexo de Germano tem reservas estimadas em 400 milhões de toneladas de minério de ferro. Hoje, são retirados anualmente da mina cerca de 10 milhões de toneladas por ano.
O embargo da licença aconteceu na sexta-feira (6). No mesmo dia, o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador de Meio Ambiente do Ministério Público de Minas Gerais, anunciou que pediria nesta segunda-feira o fechamento da mina. A promotoria do Estado abriu inquérito civil público para investigar a queda das duas barragens.
Segundo Ferreira Pinto, existe a suspeita de irregularidades em obras que estariam sendo feitas nas barragens para ampliação da capacidade de armazenamento de rejeitos.

Auxílio às famílias desabrigadas

O Ministério Público Estadual determinou nesta segunda que a empresa Samarco, responsável pelas barragens que romperam no município de Mariana (MG), comece a pagar auxílio de um salário mínimo para cada família desabrigada por causa do acidente, independentemente de qualquer outra indenização que a empresa tenha de arcar no fim dos processos sobre o caso.
O MPE também deu prazo de cinco dias para a empresa apresentar um plano de recuperação às pessoas atingidas pela tragédia. A assessoria de imprensa da Samarco diz que uma nota está sendo redigida sobre o assunto, que será distribuída mais tarde.

DRONE SOBREVOA BENTO RODRIGUES (MG) E REGISTRA CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

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Parte do dinheiro no exterior é fruto de venda de carne enlatada, diz Cunha

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  • Reprodução
São Paulo - Acusado pela Procuradoria Geral da República de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões em propina do esquema de corrupção na Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vai alegar em sua defesa no Conselho de Ética da Casa que desconhecia a origem do depósito de 1,3 milhão de francos suíços feitos em 2011 em um fundo do deputado na Suíça e que todo o dinheiro que tem fora do País é fruto de venda de carne enlatada para a África e de operações no mercado financeiro.
Ele dirá, pelo que apurou a reportagem, que "não reconhece" como seu o montante depositado "à sua revelia" em 2011 pelo lobista João Henriques, que era ligado ao PMDB e foi preso na Operação Lava Jato.
O deputado suspeita, porém, que o depósito seria o pagamento de um empréstimo feito por ele ao ex-deputado Fernando Diniz, do PMDB, que morreu em 2009.
Em depoimento à Polícia Federal, Henriques disse que enviou o dinheiro a pedido do economista Felipe Diniz, filho do ex-deputado, e que não sabia quem era o beneficiário.
Em 2007, primeiro ano do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, Cunha e Diniz eram muito amigos e integravam o núcleo duro do PMDB na Câmara. Nesse período, Diniz teria perdido muito dinheiro em negócios fora do País e por isso pediu ajuda. Cunha fez então um empréstimo de US$ 1,5 milhão para o colega. A dívida teria, segundo o deputado, "morrido junto com Diniz".

Mascate

A principal linha de defesa de Cunha será que ele nunca recebeu dinheiro público. O deputado reconhecerá, entretanto, que não declarou todos os seus recursos. A estratégia de sua defesa consistirá em afirmar que todo o recurso no exterior é fruto de atividade de comércio exterior e operações financeiras feitas nos anos 80.
Antes de entrar na vida pública no começo dos ano 90, quando assumiu o comando da Telerj, Cunha descobriu um filão de mercado: a venda de carne enlatada em consignação para países africanos. Como o negócio cresceu, ele decidiu, segundo sua defesa, abrir uma conta fora do Brasil.
Além da atividade de "mascate", o deputado afirma que amealhou a parte maior do seu patrimônio no mercado de capitais com "operações de inteligência" que sempre teve "mão boa" para negociar ativos.
Para escapar da cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Câmara por falta de decoro parlamentar por ter supostamente mentido durante depoimento na CPI da Petrobras em março, quando afirmou que não tinha recursos depositados naquele país ou em algum paraíso fiscal, o presidente da Câmara afirmará que possui dois Trust, e não contas correntes na Suíça.
O Trust consiste na entrega de um bem ou um valor a uma instituição (fiduciário) para que seja administrado em favor do depositante ou de outra pessoa por ele indicada (beneficiário). Estas estruturas é usada para proteger o patrimônio de seus beneficiários contra problemas em seus países de origem.
O deputado abriu dois fundos dessa modalidade. Um deles foi montado em 2008 pensando em negócios futuros. A ideia era montar uma estrutura para trabalhar no mercado internacional depois que ele deixasse a política.
A reportagem apurou que, segundo Cunha, isso ficou parado de 2008 até 2014, "com US$ 200 ou US$ 1000 dólares". O outro fundo era usado para as despesas da família.
O deputado afirma que não houve depósito, só saída e rendimento de aplicações.

Benin

O deputado nega que os recursos atribuídos a ele tenham circulados por ao menos 23 contas bancárias em 4 países como forma de ocultar a origem, como indica a investigação feita pelo Ministério Público da Suíça.
Segundo o órgão do país europeu, os ativos transitaram por bancos em Cingapura, Suíça, Estados Unidos e Benin. Como prova de que estaria falando a verdade, o deputado se diz disposto a mostrar todos passaportes para provar que nunca esteve no Benin.
O presidente da Câmara também nega que seus familiares tenham gastado US$ 59,7 mil com cursos de tênis em uma academia dos Estados Unidos. O dinheiro teria, na verdade, sido usado para pagar a escola e alojamento de um dos seus filhos no país.

domingo, 25 de outubro de 2015

claudio renato borges teleton xuxa os 10 mandamentos

Silvio Santos diz que Xuxa "não é mais a Xuxa": "Virou um rapaz americano"

Do UOL, em São Paulo
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Teleton 201544 fotos

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O apresentador e empresário Silvio Santos abriu a sua participação no Teleton, em 2015, lamentando o fechamento de duas das cinco unidades da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) no mês passado, em São Paulo Reprodução/SBT
Silvio Santos disse, já na madrugada deste domingo (25), que "Xuxa não é mais a Xuxa" e que agora "virou um rapaz americano". O comentário do apresentador e dono do SBT surgiu, depois de um elogio da filha Patrícia Abravanel durante a edição do Teleton.
"Eu amei a Xuxa, aqui [no Teleton], ontem. Fiquei muito feliz por ela ter vindo. A gente briga por uns pontos na audiência, mas, sem ser naquele horário, a gente gosta de todo o mundo. Eu amei a participação da Xuxa e foi muito especial tê-la no Teleton", se derreteu Patrícia, apresentadora do "Máquina da Fama", no SBT, e concorrente direta de Xuxa, na Record.
"É, mas acontece que a Xuxa não é mais a Xuxa. Virou um rapaz americano", disparou Silvio. "A gente quer ver a Xuxa, de vestido, de cabelo (sic). Agora ela só faz o rapaz americano. O que gente vê é o rapaz americano. Quem gosta de ver o rapaz americano, então, acompanha a Xuxa toda a segunda-feira na Record", provocou.
O dono do SBT não explicou o sentido da frase, mas muitos internautas interpretaram que ele quis dizer que "Xuxa estaria copiando o figurino da apresentadora norte-americana Ellen Degeneres", com ternos, gravatas e sapatos baixos.
Nas redes sociais, fãs e seguidores se dividiram entre críticas e elogios ao comentário de Silvio Santos sobre o novo visual de Xuxa.
"Daí, a pessoa sai da sua casa para visitar a casa do outro e esse outro vem a público e diz que você não é mais você, que é um 'rapaz americano'. Irão dizer que isso é autenticidade, irão dizer que o cara é um mito, mas pra mim é uma pura falta de respeito com o outro. Ainda mais quando esse outro está se doando pela sua causa. Brasil e seus brasileiros", reagiu um internauta em comentário no perfil doUOL Entretenimento no Facebook.
"Também não curto o visual que ela usa. Quer imitar a outra, mas não precisa. Xuxa é uma mulher exuberante, bonita e sensual. Não é certo esconder tudo naqueles terninhos estranhos", concordou uma seguidora. "O povo adora uma deselegância. A mulher sai da casa dela, ajuda uma causa que rola na emissora dele, e o cara ainda faz piada?! Aí a Record numa próxima recusa artistas [e eles] ainda acham ruim", escreveu outro internauta.
A convite do SBT, Xuxa participou do Teleton pela primeira vez um dia antes, na noite de sábado. A eterna "rainha dos baixinhos" comemorou a sua estreia no evento ao lado de Eliana e Ivete Sangalo e, dirigindo-se a Silvio, disse. "Tio Silvio, eu te adoro." (Assista o vídeo abaixo)
Teleton no Brasil  

claudio renato borges

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

lula eduardo cunha dilma aecio neves claudio renato borges

Procuradoria pede novo bloqueio de contas atribuídas a Cunha na Suíça

Alan Marques - 15.10.15/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 15.10.2015. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, dá entrevista e depois comanda sessão na Câmara. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, suspeito de possuir contas secretas na Suíça
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Em parecer enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo abertura de novo inquérito para investigar ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Procuradoria Geral da República afirmou que "há indícios suficientes" de que o dinheiro encontrado nas contas no exterior atribuídas ao deputado e familiares "são produto de crime".
A Procuradoria pediu que o Supremo determine o bloqueio e o sequestro desses recursos que, segundo investigadores, têm origem em propina paga para viabilizar um negócio com a Petrobras na África em 2011, sendo que a verba foi utilizada para pagar despesas pessoais da família Cunha.
A medida foi requisitada porque como o Ministério Público suíço transferiu as investigações sobre o congressista para o Brasil há risco de desbloqueio dos recursos no exterior, o que permitiria a retomada de transações.
O Ministério Público da Suíça chegou a bloquear 2,469 milhões de francos suíços (R$ 9,6 milhões) de Cunha e de sua mulher, a jornalista Claudia Cruz, sendo 2,3 milhões de francos suíços do deputado (R$ 9 milhões). O STF ainda não divulgou a posição do ministro Teori Zavascki, relator do caso, sobre a demanda da PGR.
Para o subprocurador-geral da República, Eugênio Aragão, que pediu a nova investigação de Cunha, "há indícios suficientes de que as contas no exterior não foram declaradas e, ao menos em relação a Eduardo Cunha, são produto de crime".
Para a Procuradoria, o envio e manutenção de dinheiro no exterior –obtido mediante crime contra o Sistema Financeiro Nacional, praticada por organização criminosa– representa comportamento para ocultar e dissimular a natureza, a origem, a localização, a disposição, a movimentação e a propriedade de valores, a configurar o crime de lavagem de dinheiro.
O MP aponta ainda a evolução patrimonial de 214% de Eduardo Cunha entre os anos de 2002 e 2014. Atualmente, o patrimônio declarado dele é de R$ 1,6 milhão, conforme suas declarações de patrimônio à Justiça Eleitoral. Em 2002, o valor declarado era de R$ 525.768,00. De acordo com a Procuradoria, o patrimônio estimado do deputado, à época da abertura da conta, era de aproximadamente US$ 16 milhões (R$ 60,8 mi).
Para a Procuradoria, "em relação à titularidade das contas objeto da transferência de processo por parte da Suíça, não há a menor dúvida de sua vinculação com Eduardo Cunha e Cláudia Cruz.
"Há cópias de passaportes –inclusive diplomáticos– do casal, endereço residencial, números de telefones do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto", diz.
NOVA LINHA
Relator da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki autorizou na noite desta quinta-feira (15) a abertura de novo inquérito para investigar o presidente da Câmara, sua mulher e uma filha. Eles serão investigados por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A nova investigação foi motivada por esse dossiê entregue pelo Ministério Público da Suíça à Procuradoria Geral da República indicando que dinheiro de propina paga para viabilizar um negócio com a Petrobras na África em 2011 alimentou as contas secretas, pagando despesas pessoais.
Cunha já é alvo de um inquérito que investiga suas ligações com os desvios da Petrobras. Janot ofereceu denuncia contra Cunha sob a suspeita de que ele cometeu crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tendo sido beneficiado com US$ 5 milhões em propina.
A acusação do lobista Júlio Camargo é de que o peemedebista recebeu dinheiro de recursos desviados de contratos de aluguel de navios-sonda pela Petrobras.
SIGILO
A defesa do presidente da Câmara entrou com pedido no STF para manter as informações enviadas pela Suíça sob sigilo. Teori ainda vai avaliar.
Cunha voltou a se recusar a comentar em detalhes as acusações, afirmando que seus advogados vão se pronunciar no devido tempo. "Prefiro que tenha as coisas às claras. Não vejo como nenhum problema, vejo como solução", afirmou, se referindo à possibilidade de que os documentos venham a público.
O peemedebista vem afirmando que as investigações são políticas, com vazamentos que teriam o intuito de desmoralizá-lo.
"Quinta-feira já é o dia normal que tem alguma coisa divulgada em relação a mim, então toda quinta eu espero alguma coisa", afirmou.
Mais cedo, Cunha havia dito que apresentaria sua defesa apenas quando notificado pelo Conselho de Ética sobre o processo que pede a cassação do seu mandato, protocolado na terça (13) pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade. 
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Livraria da Folha

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

eduardo cunha claudio renato borges

Presidente do Conselho de Ética diz que não dará 'vida fácil' a Cunha

Alan Marques - 13.out.2015/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 13.10.2015. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, dá entrevista sobre o pedido, feito pelo PSol, de seu afastamento da presidência da Câmara por quebra de decoro parlamentar. de (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
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O processo que pede a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por quebra de decoro parlamentar, apresentado nesta terça-feira (13) pelo PSOL e pela Rede, será comandado por um desafeto do presidente da Câmara.
A tramitação será conduzida pelo deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), que em março deste ano derrotou por 13 votos a 8 o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), candidato de Cunha.
"Não vamos apreciar uma representação contra o presidente, mas contra o deputado Eduardo Cunha. Aliás, aqui [no Conselho de Ética] só há espaço para um presidente, que sou eu", diz o deputado, que diz que o Conselho "não vai dar vida fácil" a Cunha.
Sem um aliado de Cunha neste posto-chave, a expectativa é que o processo na Câmara tramite com celeridade no Conselho de Ética.
Ligado ao senador Otto Alencar (PSD-BA) e aliado do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner (PT-BA), Araújo admite que não votou em Cunha para o comando da Casa.
E afirma que, sob seu comando, o processo tramitará normalmente, mesmo sendo esta a primeira vez que o conselho vai julgar um presidente da Câmara.
Caberá ao presidente do Conselho indicar quem será o relator da ação dentre três deputados que serão escolhidos por sorteio.
Folha apurou com outros membros do conselho que a expectativa é que a cassação do presidente da Câmara seja aprovada por maioria.
A alegação é que, como o voto é aberto, a maioria dos deputados não terá coragem de votar contra a cassação do presidente da Casa, cuja situação se complicou após a revelação de provas de que ele tem contas na Suíça.
Esses deputados, porém, temem possíveis manobras regimentais, já que o pedido de cassação tem que ser protocolado pela Mesa Diretora –controlada por Cunha–, que tem o prazo de três sessões ordinárias para devolvê-lo ao conselho.
Caso a cassação seja aprovada, caberá ao plenário a decisão final sobre o assunto. A votação também é aberta.
PROCESSOS
Esta é a terceira vez que Araújo preside o Conselho de Ética. Em seu último mandato, comandou os processos de cassação dos então deputados André Vargas, preso na Operação Lava Jato, e Natan Donadon, que cumpre pena por peculato e formação de quadrilha.
Contudo, na atual legislatura, não instaurou nenhum processo para apurar denúncias contra deputados, mesmo tendo mais de 20 parlamentares investigados na Operação Lava Jato.
Segundo Araújo, o conselho só abre investigações quando provocado, como no atual caso de Cunha, que é alvo de ação do PSOL e da Rede.