quarta-feira, 7 de outubro de 2015

dilma presidenta do brasil

TCU rejeita recurso e mantém relator de contas do governo

Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília
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O TCU (Tribunal de Contas da União) rejeitou nesta quarta-feira (7), por unanimidade, o pedido de suspeição contra o ministro Augusto Nardes feito pela AGU (Advocacia Geral da União). A AGU pedia o afastamento de Nardes da relatoria do processo que analisa as contas do governo de 2014 da presidente Dilma Rousseff (PT). Dos nove ministros do TCU, oito votaram pela rejeição do pedido de suspeição contra Nardes. Aroldo Cedraz, que é presidente do órgão, não precisou votar. Logo após a rejeição do recurso movido pelo governo, o TCU iniciou a análise das contas do governo.
A rejeição é vista como uma derrota do governo, que tentava retirar Nardes da relatoria e adiar a análise do processo. Dos nove ministros, oito votaram contra o recurso do governo que alegava que Nardes teria cometido falta funcional ao se manifestar sobre o processo antes da análise das contas do governo.
O recurso rejeitado pelos ministros do TCU avaliou que Nardes não cometeu falta funcional ao se manifestar sobre a análise das contas do governo. Agora, o TCU julga o pedido do governo para afastar Nardes da relatoria do processo.
Após o julgamento do pedido de suspeição, a sessão do TCU deverá continuar com a apreciação das contas de 2014 do governo Dilma. 
Na última segunda-feira (5), a AGU ingressou com um pedido de suspeição contra Nardes. O argumento do governo era o de que Nardes havia se manifestado sobre seu voto em relação à análise das contas de 2014 da presidente antes da análise do processo.
As manifestações teriam ocorrido por meio de entrevistas e conversas com parlamentares. O governo argumenta que a conduta seria irregular de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura.
O relator do pedido de suspeição contra Nardes, Raimundo Carreiro, rechaçou a tese de que as declarações de Nardes sobre as contas do governo seriam uma "falta funcional". "Nada, absolutamente, nada há nas declarações do ministro Nardes que revele alguma novidade ou que configure adiantamento de juízo de valor sobre a manifestação da presidente da República", disse Carreiro.
Carneiro ainda criticou a atuação de Luiz Inácio Adams à frente do pedido de suspeição. Ele revelou que no pedido de suspeição feito pela AGU, havia recortes de notícias sobre assuntos que não tinham relação alguma com as supostas declarações de Nardes.
"Esse fato autoriza concluir uma das seguintes possibilidades: ou o procurador não leu os anexos que juntou, ou juntou anexos sem relação ao objeto deste processo com pedido meramente procrastinatório", disse Carneiro. 
Mais cedo, o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), já havia rejeitado um mandado de segurança também impetrado pela AGU que pedia a suspensão do julgamento até que o TCU ouvisse testemunhas arroladas pelo governo no pedido de suspeição de Nardes. 
A sessão do TCU desta quarta-feira vem chamando atenção por conta da possibilidade de os ministros recomendarem a rejeição das contas de Dilma Rousseff referentes ao ano e 2014. Seria a primeira vez que o órgão faria isso desde a sua criação, em 1980. Setores da oposição apostam em um parecer negativo do TCU para fundamentar novos pedidos de impeachment contra a presidente Dilma.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

claudio renato borges

Congresso mantém veto a mudanças no fator previdenciário

Além disso, os senadores e deputados também mantiveram o veto presidencial que derrubou o projeto de lei que determinava o fim da cobrança de PIS/Cofins sobre o óleo diesel
Durante a sessão do Congresso Nacional que está sendo realizada na madrugada desta quarta-feira (23), os deputados e senadores mantiveram o veto ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) 4/15, que acabava com o fator previdenciário. A manutenção deste veto ocorreu após votação em bloco com mais outros 23 projetos de lei derrubados pela presidente Dilma Rousseff.
Além dele, o Congresso Nacional também manteve o veto da presidente contra o projeto de lei que determinava o fim da cobrança de PIS/Cofins (Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o óleo diesel.
A manutenção dos vetos da presidente foi uma vitória para o governo. O final da cobrança de PIS/Cofins sobre combustíveis, por exemplo, resultaria em uma perda de receita da ordem de R$ 18 bilhões segundo o Palácio do Planalto. Já as alterações nas regras para aposentadoria gerariam custos extras de R$ 135 bilhões até o ano de 2030.
Em junho, foram vetados pela presidente itens que alteravam a aplicação do fator previdenciário e previam a fórmula 85/95 quando o total resultante da soma da idade do segurado e a soma das frações de tempo e de idade for igual ou superior a 95 anos, se homem, e a 85 anos, se mulher.
De acordo com justificativa do governo ao veto, a alteração realizada pela Câmara e Senado não acompanha a transição demográfica brasileira e traz risco ao equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência Social. Depois do veto parcial, o executivo editou a Medida Provisória (MP) 676/15, com uma proposta alternativa de cálculo instituindo a fórmula 85/95. Pela MP, a pessoa que já tem o direito de se aposentar por tempo de contribuição pode optar pela não incidência do fator previdenciário caso a soma de sua idade com o tempo de contribuição seja de 95 anos, se for homem (com tempo mínimo de contribuição de 35 anos), ou 85 anos, se for mulher (com tempo mínimo de contribuição de 30 anos).
No entanto, a MP ainda prevê um aumento gradual dessa soma a partir de 2017 até 2022. Em 2017, a soma deverá ser de 96 para os homens e de 86 para as mulheres. Dois anos depois, em 2019, passa a ser de 97 e 87. A partir daí, terá ajustes anuais: 98 e 88 em 2020; 99 e 89 em 2021; e 100 e 90 em 2022.
Com informações da Agência Câmara

sábado, 19 de setembro de 2015

claudio renato borges

"Gilmar Mendes não é ministro, é articulador de forças obscurantistas", diz representante da OAB

Jornal do BrasilEduardo Miranda
O secretário da Comissão Especial de Mobilização de Reforma Política do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aldo Arantes, comentou as declarações do ministro do STF Gilmar Mendes. Gilmar disse, nesta sexta-feira (18), que o governo atual é uma cleptocracia, ainda repercutindo o veto do Supremo ao financiamento empresarial de campanha.
"Gilmar Mendes não é ministro, ele é articulador político das forças mais conservadoras e obscurantistas do Brasil. Ele não representa a sociedade, 70% dela é contra o financiamento de campanha por empresas. O senhor Gilmar Mendes, articulado com Eduardo Cunha (presidente da Câmara), foi majoritariamente derrotado", criticou Arantes.
Arantes: Gilmar está articulado com Cunha
Arantes: Gilmar está articulado com Cunha
O representante da OAB rebateu o argumento do ministro de que a "governança corrupta" do PT está relacionada à defesa "com tanta força das (empresas) estatais". Ele esclareceu que a Adin (Ação direta de inconstitucionalidade) proposta pela OAB no Supremo é contra qualquer tipo de financiamento de pessoa jurídica, seja a empresa pública ou privada.
Arantes chamou os argumentos de Gilmar Mendes de falaciosos, como o que o veto à participação de empresas no processo eleitoral abrirá as portas para a prática do "caixa dois". O representante da OAB afirmou que a entidade iniciará um movimento pela fiscalização rigorosa das contas de campanhas, candidatos e partidos.
A direção do Partido dos Trabalhadores afirmou que não comentaria as declarações do ministro do Supremo.
Ontem, no plenário da Câmara, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) anunciou que entrará, em conjunto com outros parlamentares, com um pedido de impeachment do ministro do Supremo. Damous é ex-presidente da OAB-RJ. "Gilmar Mendes deve lavar a boca antes de falar da Ordem dos Advogados do Brasil. Todos os requisitos para uma possível propositura contra o ministro estão dados, ele é um atentado à democracia".
Wadih disse, ainda, que o ministro deveria esclarecer publicamente e prestar contas sobre um instituto de direito que seria seu. "Que ele dê esclarecimentos sobre seu instituto de direito público, dizer quais são os órgãos públicos com os quais ele tem convênio e prestar contas sobre a administração daquele instituto, que é muito mal afamado aqui em Brasília".

domingo, 13 de setembro de 2015

operacao lava jato

PF quer ouvir Rui Falcão, presidente do PT, na Lava Jato

REDAÇÃO
12 Setembro 2015 | 05:00

No mesmo documento encaminhado ao STF, em que pede para tomar depoimento do ex-presidente Lula, delegado destaca que pretende ouvir também o tesoureiro da campanha de Dilma, José de Filippi Júnior

Rui Falcão. Foto: Gabriela Bilo/Estadão
Rui Falcão. Foto: Gabriela Bilo/Estadão
Por Andreza Matais, Talita Fernandes, Beatriz Bulla e Julia Affonso
A Polícia Federal quer ouvir, na Operação Lava Jato, o presidente do PT, Rui Falcão, e José Filippi Júnior, tesoureiro das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e da presidente Dilma Rousseff, em 2010. Os nomes do líder petista e do tesoureiro constam do rol de políticos, inclusive ex-ministros dos dois governos Lula e Dilma, submetido pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, 9.
O pedido é do delegado Josélio Sousa, que integra a força-tarefa da Lava Jato perante o Supremo. ao STF. A PF pede 80 dias para tocar as apurações alegando ‘dimensão dos fatos e a quantidade de investigados nos autos’.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Maria Julia Coutinho Evaristo Costa Claudio Renato Borges


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Evaristo Costa Maria Julia Coutinho Wilian Bonner Claudio Renato Borges

Evaristo Costa se emociona com depoimento de pai relembrando a morte do filho no 'Jornal Hoje'

O jornalista precisou conter as lágrimas após a exibição de uma história trágica de violência nesta quinta-feira, 6

Evaristo Costa se emocionou com o depoimento de um pai relatando a morte do filho durante o Jornal Hoje desta quinta-feira, 6.
Ronei Wilson Jurfitz Faleiro, pai de Ronei Junior, relembrou os últimos minutos de vida do filho, que foi espancado por outros jovens na saída de uma festa em Charqueadas, no Rio Grande do Sul.
"Eu entrei na porta, eles já estavam me esperando na porta. Quando eu desci as escadas do clube, veio um tumulto pra cima de mim, do carro e deles. Aí essas pessoas começaram a agredir todos. Eu e os três dentro do carro. Quando eu consegui arrancar, eles soltaram as portas. Nesse meio tempo, eu olho pra trás, e o meu filho diz: 'Pai, eu acho que eu tô com a testa cortada'. E aí eu digo: 'Cara, eu vou levar vocês direto pro hospital'. E dali, infelizmente, ele sangrou até morrer. Até morrer. E é aí que eu me refiro que a gente está vivendo em um mundo sem condições, porque não tinha uma ambulância. Eu sei que as atendentes do hospital tentaram prestar socorro, mas não tinha sangue", contou Ronei.
Ronei Junior, de apenas 17 anos, foi atendido no hospital de Charqueadas, mas teve que ser transferido para Porto Alegre. Ele morreu no caminho.
A familia de Ronei foi morar no interior justamente para fugir da violência das grandes capitais. "Por questões de segurança, resolvemos construir aqui nesse local e ficar residindo aqui e viajando pra Porto Alegre todos os dias pra trabalhar. Todos os dias, ele passava no nosso quarto e dizia: 'Dá o ladinho quente da cama, deixa eu me esquentar aqui com vocês'. A minha atividade exigia que eu viajasse e quando eu viajava eu ligava para casa e ele dizia: 'Pai, não te preocupa, eu tô aqui com a mãe'. E agora eu perdi meu companheiro, eu perdi o meu guardião", lamenta o pai.
Na volta para a bancada, Evaristo estava visivelmente emocionado e precisou conter as lágrimas. "Bom, nossa solidariedade à família do Ronei. Que todas as pessoas que tenham participado disso fiquem presas e paguem pelo que fizeram", disse o jornalista.
Assista ao vídeo completo AQUI.
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Notícia publicada Qui, 6 Ago 2015 as 14:45, por CARAS Digital.

Evaristo Costa Maria Julia Coutinho Wilian Bonner Claudio Renato Borges

Evaristo Costa Maria Julia Coutinho Wilian Bonner Claudio Renato Borges

sexta-feira, 24 de julho de 2015